Curadorias
A vida como predicado de si
Adriano Machado encara o cotidiano e com ele extrai o sumo de sua poética. Retira os véus que encobrem sua mais profunda intimidade e, nessa operação, dá a ver uma geografia compreensiva – como a desenhada por Milton Santos¹ – cujo intuito reside na integração dos espaços e territórios em seus dinamismos, não apenas na delimitação de suas fronteiras e especificação de suas localidades. Justamente por apresentar esse espaço banal, onde o acontecimento deve ser estimado nas interrelações entre os fenômenos, é que Adriano se dispõe a mostrar a crueza das feridas e as notas alegres da esperança. As fotografias aqui organizadas podem ser acessadas sob vieses diversos, porém jamais distantes da substância de quem as produziu: elas constroem uma crônica da vida como predicado de si.









